sábado, 29 de dezembro de 2007

Fiquei por Último

O final de um ano!
O final de um tempo que eh tao longo quanto ele mesmo!
O Tempo!
Eu vou-me indo,para outro ano!
Última postagem.
Inicio de outras....e mais outras...e mais nada!
Sai e peguei uma caneta que havia em cima da cama.
Escrevi um bilhete dizendo: "Amo você como se não houvesse amanhã"... e o hoje é eterno.
Não sei para quem.Ele poderia ser para uma única pessoa,mas quero que seja para o mundo todo. Não que eu ame o mundo todo,mas queria poder ter essa capacidade de não retribuição.
Minha cabeça dói. Sem remédios...eles te estragam mais do que você é.
Então vem todos os desejos para um ano novo e só. No ano Novo mesmo,no cru ali,o real,ninguém te deseja nada. Tudo um cliche e média recíproca. É lindo,É sim. Ridículo. No final do Ano Novo,vê-se que os desejos e pedidos muitas vezes ficaram para trás e foi preciso pegar na enxada,sofrer,sangrar. A dor é inevitavelmente bela. Engana-te,toma um vinho,um ar. Pega um bonde,olha para a menina que senta ao teu lado,o velhote que fica de pé. Senti-me leve ao mesmo tempo um fantasma que só tem cabeça. Vi alguém entrar pela porta semi aberta e rugia,e rugia. Choveu,fez sol,chorei,aguentei -me. Eu quis poder ser melhor,mas querer não é poder. Preferi então ser,do que querer ser.
Eu já fui cretina,rebelde,teimosa,levei tapas e tapas na cara com mãos que não mereciam encostar no meu rosto. Enconstei em rostos tão macios e outros tão magros. Segurei mãos geladas,suadas,mãos de moças,mãos enrugadas e sábias,as minhas mãos. Inventei milhões de pretextos para situações que eu mesma criei. Mas não foi,não era,não será. Pode ser que tenha sido sim,com rojões e música e valsa.
Caia e fique no fundo do poço.Ninguém vai querer estar no fundo do poço. Ninguém é tão corajoso para enfrentar fundos escuros,tombos bonitos...
O ano se foi,minha cara!
É você que está indo.
Escreva uma carta para mim,manda uma canção,um colar.Um beijo seu,que felicidade.Um abraço,um olhar.
Agora vá,que ficarei por aqui.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Abraço poético molhado

Um abraço pra quem fica e outro pra quem vai.
Só quero abraços mesmo...
apertados,demorados,cheirosos
aquecidos,frios,rápidos.
Abraços da mãe,do irmão,da vó;
do cachorro,do papagaio e do pinheiro.
Abraço fraterno,meu amigo.
Poético,platônico...longe.
É,é você mesmo que está lendo isso.
Um abraço para você.
Felicidade pra mim e pra ti.
Um abraço fraternal apertado para que me proteja.
Proteja-me...do sol. Da chuva não,eu gosto dela,limpa o corpo,os olhos,os cabelos ficam charmosos. O tênis atola,as mãos pingam,a língua bebe da chuva.
Abraço a chuva e ela me abraça.
Quero o maior abraço do mundo.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Eu passo,tu passas,ele passa sobre o tempo

Eu morro de saudade de tantas pessoas.
Dele,dela,daquele..
da minha mãe
do meu falecido pai;
morro de saudade de mim.

Olho-me no espelho e vejo o quanto estou ficando cada dia mais velha
e não menina,não mimada,não novinha.
Anos que vêm,esse ano que passa.
O tempo passa?Ou somos nós que passamos?
O tempo existe desde os primórdios,
quanto a mim,só existo há pouquíssimo tempo.
Em relação ao Tempo,o meu tempo é insignificante.

Sabe,quero voltar à escola. Ver meus amigos,o professor de História que eu tanto adorava.
Ele realmente era um homem magnífico. O de Língua Portuguesa também,o mais sábio:
- Crase não é o sinal;crase é a junção das vogais - nudus (do latim),foi resumido para nuu,a junção dos dois U's é uma crase - Nu. Assim como crudus e...
"...do latim.." Incrível como ele sabia tanta coisa,a adoração pelo Latim,pela Língua Mãe,toda palavra vinha do latim,era só falar uma palavra que ele sabia. Lindo,esplendoroso,apaixonante.
Espero um dia poder ser tão sábia quanto ele ...
...não,não posso ser tão sábia quanto ele.Ele é inigualável.
José Alberto o nome. Sim. Foi nosso paraninfo na formatura e leu um discurso que para a nossa mente jovem e vazia era de meio entendimento.

Pára,menina.
-Cássia,vai lavar o rosto.Saia daí e faça alguma coisa útil.
Eu gostei tanto desse feriado cristão.Não,não é pelo fato de comes e bebes e presentes...também,não nego.
É a caridade...as cestas natalinas para moradores de rua e brinquedos para crianças de rua.
Pude ver no rosto de cada um que aquele dia não passava de mais um dia,mas foi só uma visitinha e o sorriso abriu-se no rosto. Catavam papelão,dormiam no papelão,na sarjeta mesmo.
Agora deixe-me ver... eles passam sobre o tempo também,mas creio que seja mais demorado,porque quem sofre,sofre mais do que devia.
-Sofrimento? Sofrimento é o que você vive,minha cara amiga eu mesma.
Claro que não,sou só distorcida por mim mesma.Psicologicamente eu me prendo,mas isso é uma questão para outra hora,sim? Nada que um leite com música não resolva.
Eles são tão humanos. Não sou tão humana quanto eles,porque eu não conheço como é ser humano como eles.Se eu vivo aqui,eles devem viver lá..bem pra láááá do que eu possa imaginar.
Será que eles sentem saudade de uma vida que tiveram?
E são tão humanos mesmo.À noite devem dormir muito bem,porque o cansaço deve ser tremendo.

-Tá bom. Deixe que o tempo passe sobre você,sobre eles e sobre mim. Você já não é mais menininha e nem mimada. Mas pelo menos você prestou muita atenção nos rostos do Tempo,comidos e sorridentes. E você não sente o que eles sentem,porque os sentimentos deles devem ser mais nobres e urgentes do que o seu.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Sem ação

Disse-me que queria sair e nunca mais voltar.
É,foi e nunca mais voltou.



. . .



[. . .]

cri cri cri

[canta o grilo]

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Ócio que não nega ócio

Eu sei que viver é tão simples

E da minha mesa de canto eu faço o meu palco,

e do som que sai do rádio é a trilha sonora vital;

como se houvesse constantemente uma câmera ao meu redor,

em vários ângulos e closes.



Deito no sofá e imagino filmes

roteiros,água,chocolate...

fossa.

És tão bela,minha querida.

Amiga,compreendida,cara menina.

Cara a cara estamos agora,na vida

eu e você,eu e eu.



Chuva lá fora,magnífcas gotas caindo do céu.
O ser humano mal segura a água e...
as nuvens seguram.
Uma mão segura.



Solidamente se vive. Flexiona-se o corpo;
mas a alma é flexionada?
Talvez sim. Ou é apenas uma idéia concreta e imutável.

Foi aí que eu disse a mim mesma que ainda há chances
de ser e de não ser,levando em conta três propósitos:
o meu ver,o ver de outro alguém,e o ver real e concreto.

Qualquer dia,simples,o ar abafado
o sofá branco inclinável
alguma coisa na tv que se distorce com o sono.

Deitada,eu dormi ouvindo o som distorcido.
E se eu não tivesse acordado,eu juro que estaria sonhando.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O pé da formiga

As formigas estão andando pelo meu corpo.
Doce? não.
Subiram porque subiram e andaram.
Miudinhas assim,quase não se vê.
Não deve ser tão chato ser formiga.
Colônia - união - doce - trabalho - folhas
Aí sempre vem um humano e pá...acaba com elas num sopro.
Eu acabo com elas numa dedada.
Coitada...ela tem nome?
Formiga mesmo né?
Legal.
Elas não escrevem.Mas comem....doce.
O doce mais doce é o que tem mais açucar?
Dulce.


Caaa
aaaa
aaaaa
iiiiiinnnn
nnn
dddddd
o
o
o
o
o

no buraco na formiga.
Da
a
g
u
l
h
a o fio do buraco da agulha.
Formiga
caiu
no meu pé.
Baratas são terríveis.
Caaaa
aaaaa
iiiinnn
nnnn
dddd
oooo
o
o
o
no pé da formiga.
Cai.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Flores,odor jovial tristonho. Seca-se.

Somos tão jovens.
E de repente... acaba-se.
Some-se a vida em um desastre
morte cerebral
falência dos órgãos
morte.
Morre como se a vida não fizesse algum sentido.
E se é jovem.
Ainda com inúmeros planos futuros.
E ela nem me conhecia;não nos conheciamos.
É digna de uma escrita?
Importa-se ?
Porque no fundo,não sabemos lidar com a morte.
Sim,é a coisa mais natural,mais certa que se pode ter na vida é a morte.
Impensável.
E eu fico pensando o que se passa pela cabeça de alguém que está morrendo.
Passa-se alguma coisa? Nada. Tudo.Uma vida inteira.
Dezesseis,vinte,vinte e cinco anos...
Pêsames.

O que mais me pesa nessas mortes repentinas acidentais cerebrais desastrosas de jovens próximos,é que são jovens.Uma transição surreal de um estado para outro.
É uma questão de dormir e acordar e...
-Não,é verdade mesmo...você não sonhou.

E então os abraços vêm,vem a família,os amigos
os bisbilhoteiros,o cafézinho,os que conheciam de vista,
os mais chegados,os que estavam passando pela frente,
os que souberam depois,os pasmos que olham e acreditam,
os descrentes,a foto ao lado,as flores...

-Muita força agora...

- Com certeza está melhor do que nós.

- Tão novinha,coitada.

- Fazer o que né? É a vida. Nem sei o que dizer.

- Nossa,meu Deus do céu,ela? Não estou acreditando.

- Você não quer ir pra casa descançar?

- Mas como foi? Acidente,é? Tsc...fazer o que não?


....e o mundo inteiro em peso aparece.
E o mundo inteiro em peso nem sabe.
Mais uma pessoa.Um atestado de óbito.
Mais um número no índice de mortalidade.
Menos um número no índice populacional.
Mais uma vida morta?
Mais uma morte em outra vida?

-Meus pêsames.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Questionário básico da mente cassiana

O que será de mim daqui dez anos? O que será do mundo daqui a dez anos?Meus pensamentos serão os mesmos? E os meus amores piegas distorcidos em nada? A música tocará ainda? Minha letra nunca mudará? A de mão,a de forma e a de bastão?Minhas perguntas terão respostas? E se eu morrer? Meu olhar sobre as coisas terá mais ângulos? Uma vez sendo meu quarto,ele será meu para sempre? Minhas palavras mudarão? E o meu cabelo,ainda o terei assim comprido?Os meus amigos serão os mesmos? Ainda terei amigos? Inimigos existem ou é só em filmes?
Há luais em noites sem lua? Porque amarelo não é marrom e preto tem todas as cores? Preto deveria se chamar então " todas as cores"? As baratas dominarão o mundo? É bom ter barba? Os pólos serão desertos quentes? Temos nosso próprio tempo? Existe livre arbítrio?Há reciprocidade no amor?Porque algumas pessoas não são destinadas a outras,mas essas insitem em tê-las?Porque homem e mulher? E não um terceiro sexo? Eu posso ser inspirada por Deus e escrever outra Bíblia? Se eu escrevesse uma nova Bíblia,achariam que eu sou louca?O que é loucura? Se os outros me julgam louca,eu realmente sou? Se auto taxar de louca é loucura? É possível morrer de loucura?Se eu não tenho dinheiro eu sou pobre?É ruim ser pobre? É bom ser rico?Se todo mundo ficar rico,haverá riquezas?A felicidade é relativa?O que é relatividade? A opinião sobre relatividade é relativa?Porque mãe é uma só?Como é o primeiro motor gerador universal?Porque signo dos zodíaco?O posicionamento do sol e das estrelas,no dia do meu nascimento,influencia de uma certa maneira na minha personalidade?Eu posso descobrir alguma coisa na ciência?Pensar é não compreender?Ser pessimista é ser realista?Sonhar muito prejudica os sonhos reais?Se eu pudesse voar eu teria asas?Porque as pessoas são tão egoístas? Sexo é coisa de pervertido? Porque tudo gira em torno de sexo e dinheiro? Freud é uma farsa? Todos os pensamentos são uma farsa? Prostituir-se é feio? Corrupção gera prostituição?Porque não legalizar as drogas?Porque legalizar o cigarro? Fumantes sabem ler? Drogados são pessoas más? Padres são pessoas boas? Porque padres não casam? O inferno é a Terra? Tem sorvete no paraíso? Para onde vão os pais quando morrem?É bom ser mãe? Ter a barriga grande,de gravidez,dói?Os fins justificam os meios?É possível esquecer alguém?Se uma apenas uma pessoa se apaixona,quer dizer que a outra não é a pessoa para ela? Quem é a pessoa errada? Há certo e errado?Educação vem do berço? E quem não tem berço? Ganhar é sinal de inteligência? O Brasil é só bunda e futebol e cerveja? Quem inventou as notas musicais?
Quem inventou o ponto de interrogação? O que inventavam antes da palavra "inventar" ser inventada?Pra que nascer,viver e morrer?Nascimento é o começo de uma vida? A morte então é sempre o final? Se todas as perguntas tivessem respostas,o mundo existiria? O mundo é uma grande dúvida? Se eu tivesse todas as respostas,eu estaria satisfeita? É bom saber tudo? O tudo é muito?Se eu soubesse absolutamente nada,eu existiria?Porque o meu espermatozóide chegou mais rápido?Se outro chegasse primeira,seria eu mesma?Se eu quisesse que o meu pai fosse outro,eu nasceria?
Etiqueta é sinal de status? É bom ser bom?Mentir é necessário?Crocofantes existem? Se eu acreditar que existam crocofantes,então eles existirão?Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia?Os sábios vão a discotecas? Pessoas diferentes têm uma vida social e amorosa?Se é provado cientificamente,quer dizer que é verdadeiro?Frio é ausência de calor? Calor é ausência de frio?Como é ser humano?Galinhas sabem que são galinhas?Como eu sei que sou uma pessoa? Shakespeare sabia que era Shakespeare? Quem espera sempre alcança?É preciso esperar?Meu tempo condiz com o seu?
Posso dormir?

Dia na praça com pombas;de volta ao meu quarto.

Não casei com ele. O fato é que pensar em casamento agora,é que não dá mesmo. Fui ter com ele;estava me esperando sentado no banco da praça,vendo as pombinhas pousando e levantando vôo. As pombas têm um pescoço engraçado,parece uma dança com o vento de música,leve e rápido. Sentei-me ao seu lado,nos beijamos e encostei a cabeça nele,com ele me abraçando. Ele é engraçado,único... e pensar em casamento agora,não dá mesmo. O que não dá? Dá? As pombas se casam? Casamento..mas de onde foi que tirei essa idéia? Dá licença.
A gente se gosta. Agente. No final só ficamos no banco da praça. Olhamos as pombas,os velhinhos passando para pegar aposentadoria. Agentes escondidos;da CIA. Estavam procurando um comunista revolucionário nazista protetor dos direitos humanos incluindo judeus. Ju-deus. Inacreditável. Em plena praça da matriz,de uma cidadezinha feia. Brasil,interior de São Paulo,agente da CIA e a gente. Tão romântico.
Acharam que nós dois morremos.Nós apenas fugimos do nazista. Isso foi um pretexto,um pretexto bem chulo ainda por cima;é que nós não queríamos inventar uma mentira real,queríamos uma viagem inventada,uma fuga de filme,um beijo em outro banco.
Não casei com ele.
Agora vivemos no bar,escutamos Tchaikovsky e Ludwig van Beethoven,de vez em quando saímos andar entre alguns pinheiros que há por aqui,para lembrar aqueles do interiorzinho. E eu às vezes passo lápis preto no olho para dar uma mudada de imagem de menina moleque;ele é um molequinho tão homem,encantador.
No momento eu não leio nada,escuto Bolero de Ravel que é uma obra esplendorosa. Uso um óculos alá avó nos anos 60 com biquíni de bolinhas,uma gravata do meu irmão e uma cartola verde que combina com o casaco também verde. Um shortz xadrez e meias laranja;só para ficar em casa e almoçar filé de frango com cenouras e pimentão. Que gosto refinado.
O nazista deve ter sido pego. As pombas numa dança em conjunto,com os pescoços para lá e para cá,quase num clipe do Michael Jackson.Os velhinhos gastando o dinheiro da aposentadoria no bingo ou num caça níquel qualquer. O agente comendo risólis.
Não nos casamos mas vivemos juntos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Um dia qualquer,meu caro.

Unha.
Meus dedos estão moles e hoje a noite está quente.
Ontem também estava assim. Pior,eu digo. Há uma leve brisa,um frescor agora. Para compensar ontem caiu um temporal.É lindo. O barulho,o som da chuva,os clarões repentinos.
Minha unha está grande.Somente as unhas de uma mão.A outra (a esquerda) está com as unhas curtas. Não faz diferença,porque ninguém pára e pega a sua mão para medir o comprimento delas. E se o fizer,não acrescentará em nada,creio eu.
Dezembro. Férias. Mas depois não há férias,e sim trabalho. O trabalho de estudar,de ganhar dinheiro,o trabalho de trabalho mesmo,o trabalho de tantas coisa que me dão trabalho.,que eu mesma me dou trabalho.Resumindo: a vida é um enorme trabalho bem trabalhado.E sempre chega um e acaba,estraga e emenda todo o trabalho feito. Não,não...hoje eu não sei o que eu escrevo.Estou sem estímulos,enfadada com alguma coisa.
Não sei sobre nada. O que acontece no Oriente Médio,se algum imprudente bateu o carro e ocasionou várias mortes,quem está na capa da Playboy.Não sei se tem comida aqui para eu poder jantar.Não sei sobre o dólar. Eu sei que apesar de enfadada,eu estou contente.
Bastante. Tenho um cabelo para poder bagunçar agora.
Também tem um pernilongo no monitor. Coitado...não sabe que posso espalmá-lo.Posso,mas não devo. Não devo espalmar ninguém.E aliás,ele não tem culpa de alguém ter feito o monitor para ele pousar.Mas eu também não sou obrigada a suportá-lo.
Chega.

Ensaiozinho do poeminha

Madrigal tão engraçadinho [ Manuel Bandeira ]

Manuel Bandeira tem uns poeminhas muito bonitos.
Acho simplesmente cativantes.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Para o meu blog

Que deixo algumas palavras rápidas
E peço perdão por não poder postar frequentemente
E digo que minha cabeça está turbulenta;mas é em um bom sentido.
Há muito o que escrever...por isso preciso digerir e alinhar os pensamentos.
Preciso também ter mais tempo.
Realmente em pouco tempo acontece tantas coisas,tantos fatos,tantos atos.
E ainda há um fio ligado em mim em outra coisa.
É outra coisa,outros quinhentos.
Não é nada com você.
Obrigada e fico muito feliz por me entender.
Aliás...espero que me entenda.


Cássia,a Cássia.
Acássia
(Buuuu...)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Primeiros vestígios

Visceralíssimo.

Como soltar excretas quando a bexiga está para estourar;como beber água quando a garganta corta,o ódio e vingança,a cara de prazer depois disso,que vem das vísceras,do útero...o visceral.

Lindo e maravilhoso,os braços tremem,as pernas bambeiam,o copor esquenta,o nó no estômago,os olhos vermelhos e flamejantes,a garra em espera para atacar.

O ser humano não é amor. Ou é muito amor que vira ódio. É nada. Que de nada,tem tudo.

É um instinto;a natureza é magnífica na sua naturalidade de coordenar e na sua nudez primitiva. Assim no primitivo humano,o homem é cru. Um animal selvagem.


Um sentimento selvagem primitivo.

Uma humanidade secundária. Uma sobrevida secundária.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Arrependimento

Se o segredo é não correr atrás das borboletas,então é porque deve-se correr atrás delas.

Não é segredo,é mentira.

Simplesmente pelo fato de que se é segredo,então não sabemos.

Pra que não correr ?

Borboletas. Deixa cego.

Se é segredo,então guarde. Mesmo que não seja mesmo para correr.

Desculpa?

Eu,eu nunca corri mesmo atrás de uma.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Num dia intermediário de água no copo e só

Estímulos acabam
pensamentos amenizam
e a vida surreal torna-se real
como apenas beber água.

Surreal seria: distorcer a água e vê-la cor de rosa
e o jeito de segurar o copo influencia na água descendo pela garganta
ou queimando ou congelando
[coisas além do ato,de apenas beber água em si]

porque no real é só beber e matar a sede
mas existe centenas de coisas por trás
de um copo d'água
coisas que no real não vimos
mas está lá e é distorcido

porque a vida não distorcida às vezes é chata
monótona,enfadonha,parada
o meio...o ponto médio
não há qualquer preocupação além
não há estímulos
e a água só mata a sede

posso andar na rua e pensar que a árvore balança porque o vento simplesmente bate nela
vindo de massas de ar quente ou frio ou e ....
mas só olho e continuo andando.

Andar. Porque andamos? Como é o movimento da perna ao andar?
O que se pensa para colocar um pé na frente do outro?
Pensa-se? Não. Só é. Só anda. Cruzam-se as pernas
esfregam-se as pernas
corre-se com as pernas
as pernas num copo d'água
as pernas corridas cansaram-te e fizeram perder o fôlego
perder líquido
boca seca
co-po com á-gua
á-gua
ro-sa
a rosa que também é vermelha

Só água,então molha
mas não molha-se só com água.
Eu um dia me molhei com molho
molhar molho
olho óleo alho ilha

[mas como eu ía dizendo,chega um momento que os estímulos se vão;
é necessário sim,a distorção,outros olhares,outros ares,outros lugares...
percebeu que terminam com 'ares'?]

Na mente,no fato mental;
em prática a maioria é água.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Na terra,na imagem... marrom.

Era assim,normalzinha. Aos olhos de quem vê não é nada.É uma simples pessoa,uma menina que passa,que anda pela rua e pára olhar vitrines ou ver seu reflexo no vidro.Seu reflexo ofuscado pela luz do sol. O que ela pensa no momento,fica no ar,pairando,porque ela não consegue concluir os pensamentos e prefere não concluí-los mesmo. Ela só é.Vou dar um vestido marrom para ela;sei que sua cor predileta é o marrom. Marrom? Mar-ron? Tão encantadora. Nunca vi nínguém que gostasse de marrom. Não sei,mas o marrom é uma cor tão pobre e desfeita. Se fosse lá um amarelo claro,um azul piscina mas....marrom? Sim. É,oras. Talvez eu goste dela pelo fato de ela gostar dessa cor. Porque no fundo,ainda é engraçado e...ela é especial porque só ela gosta de marrom. Mais ninguém. Ela não precisa ficar discutindo com alguém que gosta de laranja,porque ela sempre vai gostar de marrom e quando for comprar um sapato,ele será marrom,e um lápis,ou uma camiseta...chocolate,sempre marrom. Não que ela negue outras cores,pois cada uma com sua beleza. Só que marrom foi sorteado. Então eu a imagino com uma roupa marrom. Única. Um laço marrom. Quem sabe se suas meias não são marrom? Inteira.
E não haveria graça mesmo se eu a visse comprando qualquer coisa que fosse vermelho. Mentira. Porque eu gosto de vermelho,e se fosse para ela comprar vermelho,que fosse para mim. E então seria duas cores: vermelho e marrom. E depois íamos adicionando mais. Vermelho,marrom e branco.Branco,vermelho,marrom e cinza. Alías,eu faria questão disso,pois sei que por ela só marrom completaria. Eu,que sou assim,um tanto chato e implicante,aceitaria.
Sim,porque não?
Marrom...!!!
...e se eu perguntasse para ela que animal ela seria?
- Cavalo.
Simples e linda assim.
Sabe,ela diz que adoraria correr pelo campo aberto e ter a crina comprida para balançar na hora da corrida,pra lá e pra cá,e o vento batendo.E não desejaria nada além,só correr e ter um pouco de comida e água.
Eu disse que queria ser um gato. Gatos são animaizinhos bonitos e geralmente todo mundo gosta,carrega no colo,faz carinho e adula bastante.Eu seria um gato branco,lindo,pomposo e exuberante.
Ela um cavalo,eu um gato. Sim,cavalo,não égua.
Mas aí ela morreu.
Feliz.... bem feliz.
Eu: não entreguei o vestido;não me escondo pelas esquinas para vê-la passar e se olhar na vitrine.
Ela: morte qualquer,porque ninguém sabe do que morre meninas assim;ou até sabem,mas é inútil.
Feliz,bem feliz...
O caixão era marrom.
A terra também.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Cru

É esse espírito poético
esse que vem em devaneios
planos abstratos no fundo dos fundos
do colo e líquido
no ponto de luz em meio a uma escuridão imensa
porque sem escuridão a luz não existe

E assim como não há palavras
sem insanidade
sem a faísca

se a alegria fosse eterna
não haveria tanta graça
de não conhecer a tristeza
que é bela nos seus momentos
de pura nudez
crua
absolutamente a essência

essência
tão no ponto
mas tão vasta
e é essência mesmo o último ponto dos pontos
o início
o puro

queria escrever com a pena
e a tinta num papel amarelo
queria escrever com a essência
de poetas
e únicos
desconhecidos
intrusos
e a alma sã
a cabeça sã
de tão louco que já é

porque além de tudo o desconhecido é também tão belo
o desconhecido de mim
do eu em mim
do eu em alguém
e de alguém em mim
ou só de um mesmo

mesmo mesmo
mesmo sendo
como aspirante
nada tem valor
tão real e lúcido
como os nossos
olhares
de vários ângulos

começando pelo triste
a faísca



quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Para alguém

Para esse alguém,que não conheço,que desfaço em pensamentos e deixo minhas linhas de palavras. Que se um dia eu chegue a te encontrar,nos façamos tão unidos como quando eu colo figuras num papel. Assim,de abraços,de olhares e silêncio. Assim de mordidas,palmas e frio. Estirado na areia,calculando estrelas que já morreram,mas ainda deixam sua luz brilhando.
E para esse alguém,repito,que ainda há de aparecer (caso não apareça continuará sendo alguém indiscutivelmente anônimo e interessante),com uma risadinha de fundo,meio tímida,quero que leia algum poeminha para recitá-lo baixinho,quando eu menos esperar.
Deixo explícito que, pode ser como for,prometo que lhe escreverei cartas e farei desenhos primitivos,futuristas,expressionistas a até surrealistas para você. Desenho-te com carvão,num papel A3. Com lápis B6 na capa de um caderno velho,desenho uma árvore;deixo assinado com o meu nome e uma recordação para você,você alguém.E peço que te entreguem,pois eu quero que apenas seus olhos mirem neles, e depois você faz o que quiser. Se jogará no lixo,amassará ou fará de combustível para a sua fogueira numa noite esplendorosa,não sei,pois ai não será mais de meus cuidados. Mas,queria muito que os guardasse.
Para alguém que tenha,sei lá,seu charme único,enfadonho,mas que seja individual. Que tenha um cabelo macio e que eu possa bagunçar quando nos abraçarmos. E que nem se importe se ele ficará feio,desarrumado ou calvo.
E eu fico pulando ondas,catando conchinhas na praia,e tentando pegar aqueles bichinhos do buraco na areia. E depois eu escrevo na areia molhada,com o dedo indicador,alguma frase,ou desenho um coração,até que chega a água e apaga.Mas eu insisto em fazer outro. Depois vem o tempo fechado,que deixa a praia com uma beleza extraordinária;uma mistura de cinza,com branco e azul fosco;que a maioria das pessoas insistem em chamá-lo de tempo ruim. Não entendo,mas pode ser que esse alguém goste de sol intenso,ou nem goste de praia. Digo que a praia tem sua beleza,no fim de tarde,quando o sol se põe e fica assim,um quadro laranja,amarelo,vermelho e lilás.
Deserta. Alguém deserto,lugar deserto,pois ninguém os conhece e eles lá têm sua beleza,porque se ninguém os conhece,aí então que eles se tornam mais interessantes.
Deixo também uma conchinha pequena,em cima da escrivaninha do meu quarto. Caso esse alguém entre,a veja rápido e pegue achando que é o presente mais caro do mundo.E é um dos presentes mais caros do mundo,porque além de tudo,meus sentimentos estão ali.E não importa valor em reais ou dólares,pois aquela conchinha tem toda uma história antes de repousar na minha escrivaninha.
Se eu nunca te encontrar,ou se nos encontrarmos mesmo e eu não saiba,eu te deixo as minhas palavras. E que meus dias futuros continuarão indo e você esteja no ponto de ônibus com uma mochila nas costas,ou uma pasta na mão ou sem nada mesmo olhando os meninos jogarem bola. Ou penteando os cabelos,arrumando-se e perfumando-se para ver outro alguém,esse alguém segundo que teve a chance olhar em teus olhos e beijá-los talvez.
Já tenho ciúmes dos que não te conhecem e verão tua beleza,tua alma linda,assim como a minha pessoa que ainda não te viu.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Passando

Só um ensaiozinho.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Percais (logo e demorado)

"Se já perdemos a noção da hora"

Perdemos a noção de tudo;
eu perdi noções e,ganhei outras.
E ganho tantas coisas... e perco poucas
poucas tantas e tantas outras.
(ganharei,ainda,coisas que desconheço)

E perderei pessoas.
Vou perdendo aos poucos a minha mãe,o meu melhor amigo,o perfume que mais gosto.
Perco em uma partida de xadrez,a minha avó com seus olhinhos murchos,
e vou perdendo aos poucos o meu cabelo,a minha mocidade...
extravasa a minha razão,e a perco mesmo
e deixo o coração agir instintivamente por muito tempo
como se não houvesse consequências
porque eu também perdi a noção de como viver
do que é viver;
a noção de realidade em geral
como se todo mundo possuísse uma mesma reta
e eu não fosse um ponto na circunferência
terrena
em um ponto porém,há outros e outros infinitamente
pontos e mais pontos;
e essa razão se perde
perde-se o cálculo longo de quantos pontos possui um ponto
de quantas vidas uma só possui
de quantos amores,e tristezas
um coração pode suportar
de quantos traumas,tragédias,tempo
um indivíduo tem.

Insanidade só se ganha
perde-se a confiança
(que leva uma vida inteira)
foge do útero e perde a essência da vida
da mãe que te embalou
porque ela também perdeu o poder
de só ela ter o filho
que logo seria do mundo,
que foi ganhando carinho,força para suportar
e depois perder
e voltar para o útero da terra
o cio da terra que o guarda.

Como se perder fosse unicamente aquilo que devíamos suportar
...e é unicamente o que devemos suportar.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Bem-me-quer, olhar.

Hoje eu quero alguma coisa,que eu não imagino o que seja.
E quero não ir em algum lugar,ficar em casa,distrair-me comigo mesma,dormir.
O que espero para ser,nunca é.
Talvez eu tenha anotado os meus sonhos e planos para o futuro,mas nunca tive planos para agora. E o agora também é tão distante;o tempo passa como nunca antes passou.O tempo é egoísta,e quando o perturbamos,ele se vinga. Porque apesar de tudo,o tempo sabe o que faz. Não,não ele não sabe o que faz,porque ele é apenas O tempo. E não possui qualquer sentimento,dúvida e amor. Apenas passa,mas é para sempre. E o que a minha vida é,nesse todo infinito e constante,não passa de uma ínfima milésima parte de tudo.Não passa de um sopro de vida.Tudo acaba como uma bomba nuclear,e deixamos de existir num piscar de olhos de uma criança que acaba de nascer;e ela ainda não sabe o que a espera num mal-me-quer vital. Bem-me-quer para os que olham para trás e vêem que nem tudo é em vão. Bem-me quer se você me quisesse,se todos quisessem um bem,não precisa ser "me quer",mas um bem-te-quer,um bem-nos-quer,bem-te-fazer-feliz,-bem-sorrir,bem-te-abraçar-bem-forte...um BEM-GRANDÃO-DE-AMOR-E-COMPREENSÃO,para depois ter um bem-dormir.
Porque o que realmente conta sãos os bens que possuímos,apesar do grande mal que cometemos e recebemos. Um bem todo charmoso depois de um reencontro com um amigo.Um bem de um beijo,nos rosto,na boca,na testa,no olho...
Aprendi que beijo no olho,nos faz primeiramente de uma grande aceitação.É um beijo no olho,se quiser que uma pessoa se apaixone. Assim,apaixonando. E porque no olho?
Se vejo coisas que não me agradam,se vejo só desgraça e intolerância,desamor,incompreensão.Se também sinto infinitas coisas que o meu olho vê. Mas os olhos são a entrada da alma. O brilho eterno de uma alma. O que uma pessoa não fala,ela encena com um olhar. E há aqueles olhos que penetram e fincam na sua pele.
Não,não recebi beijo no olho. Já tentei beijar o meu próprio e,descobri que nem tudo é de verdade,nem tudo é sinceridade,nem o meu auto beijo inalcançável. Mas ainda creio em um só beijo e um só olhar. Se o olhar que me pertence te cativa,então posso dizer que já temos uma ligação tão grande quanto se nós tivéssemos uma grande história.


















terça-feira, 13 de novembro de 2007

Um sorriso,simples assim.

E mais um dia de escritas quasepsicografadas por meu próprio espírito.Na verdade não tenho uma idéia fixa do que postar,portanto sempre sai coisas aleatórias e avulsas. Creio que isso me deixa mais solta,e além de tudo,se eu quisesse textos esculpidos colocaria em um outro blog(que é o que estou tentando fazer).
Outra: a maioria de pessoas que lê isso,sou eu mesma. É uma forma,portanto de alívio. Alívio imediato.
Nem sempre...que isso esteja bem claro. Tanto que não importa para terceiros (ou segundos) sobre meus pensamentos vagos de uma adolescente confusa sobre mil e uma coisas terrenas,vitais e espirituais.Dúvidas.
Abrindo lugar para dizer que hoje,ao andar de ônibus,voltando para a casa,depois de mais um dia de aula,lá estava eu sentada,lendo sobre a decadência do populismo na década de 60 e começo do Regime militar. Quando entra uma menina no ônibus. E você me pergunta: O que isso tem a ver com o Regime Militar? Nada.Absolutamente nada. O fato é que,ao olhar para a menina,vi que ela tinha um sorriso tão lindo. É que,em plena terça-feira,à tarde,andando de onibus,tempo fechado e feio e ela parecia que estava tão feliz. E devia estar mesmo,porque ela não parava de sorrir. Não sei se ela sorria pelo assunto com os demais,ou atoa mesmo. Resumindo: Que além do sorriso bonito,ela me fez sorrir também.E ela nem me conhecia,e nem tenha notado que ela me fez bem naquele momento.Não importa. Devemos estar sempre de bom humor,sorrindo e saltitante,pois sempre vai ter alguém te observando.Fora,dentro,onde quer que esteja.E essa empatia é natural. Ao mesmo quando se vê uma pessoa triste,ou doente,a energia não é a mesma de quando se observa uma menina sorrindo no ônibus que sacode.
Lições de vida que não se aprende num livro de escola,nem lendo sobre AI-1,2,3,4,5 ou a puta que pariu.E o que importa nesse momento se Jango caiu no golpe dos militares. Vivo e aprendo comigo,com as pessoas e por momentos que podiam ter passado despercebido.Mas creio que são momentos como esse que realmente devem ser observados.
Expresso minha intensa alegria para a menina do sorriso bonito.
Sem mais
:D

domingo, 11 de novembro de 2007

sábado, 10 de novembro de 2007

Poxa...que barra!!!
-Que barra?

Teodorinho,menino.

Ai ai (um suspiro com voz de menininha).

E Teodoro caiu.
Você conhece Teodoro?
"Teodoro - Te adoro."
Não o conheço.
Quem o conhece é uma menina que mora na rua de trás da outra menina,que também conhece Teodoro.
Elisangela e Margarete.
"Margarete, quer chicrete?"
E tinha dito que ele havia caido.
E caiu mesmo.
"Elisangela,você gosta de botão?"
Mas ele tinha caido. Elas não têm nada com isso.
A Margarete ficou mascando chiclete,de tutti-frutti.
E Teodoro levantou,todo molhado,por causa da poça d'água.
E não,Elisangela nunca pensou se gostava de botões.Talvez gostasse,talvez não.Isso não fazia a menor diferença.
Margarete foi embora.
Elisangela caiu.
Teodoro,te adoro.


sexta-feira, 9 de novembro de 2007

E ficou...

Sinto-me.
Simples assim....como uma verdadeira Cássia.
Não,verdadeira não,mas não superficial, e sim algo bom dentro de mim.
O meu verdadeiro pode ser várias nuances de comportamento,oscilações.
E essa parte deixa-me confortada.
E eu fico,fico na rua,pelo chão,no vento...tudo um pouco.E fica um pouco de rua em mim,um pouco da minha amiga,um pouco do cansaço e do sorriso.
E eu sou uma porção de fatos e pessoas.Uma mistura de idéias e pensamentos,e átomo,células,sangue,alma.Sou.
E os outros são um pouco de mim. E tem o meu andar naquela calçada.
Tem também uma palavra minha no caderno de alguém,e um abraço que fica para sempre.
Tem meu sorriso,tem meu perfume na blusa,um cabelo no chão.
Tem minhas digitais em algum copo sujo.Minha saliva de um beijo,de uma mordida e em uma colher.
Há também algumas palavras que pronunciei,duras ou doces,sensíveis,amargas,pândegas.
Há um pouco do sorriso da minha mãe em mim,da beleza do meu pai.Há também a chatice e amor do meu irmão. E há um pouco da minha ignorância,do meu jeito em cada um.
Os olhos da minha avó,que hoje já não são como antes. Estão mais murchinhos e continuam ainda tendo aquele brilho intenso de uma sabedoria imensa.De uma vivência inimaginável na minha memória.
A garra e ensinamento dos meus avôs. Que brincaram e me carregaram no colo,como se eu fosse a coisa mais importante naquele momento. Eu ainda não sabia que quando eu crescesse daria por falta. De um que se foi,mas o outro continua,com os óculos,o cabelo penteado,a graça e o encantamento que só ele sabe ter. Uma educação sem igual.
E os meus amigos que guardo com todo,mas todo o carinho e saudade do mundo. Há em mim o que é de melhor deles,e há neles o meu amor. Há aqueles também que eu nunca mais vi,e vem ainda hoje a lembrança daquela noite que foi tão especial.Há aqueles que me vêem todo dia e eu sei que daqui um tempo não os verei mais. E há em mim pessoas que eu nem conheço,que falei um simples Oi,que acenei na outra rua. Pessoas que eu encontrei quando estava viajando.Lembro-me de um senhor que conheci uma vez quando estava caminhando pela praia. Já era fim de tarde e estava ventando muito.O vi tirando aqueles bichinhos que deixam um buraquinho na areia,que sempre me escapam o nome. Então conversamos por um certo tempo.Fui embora.E a lembrança desse senhor ainda fica em mim. Assim como tantas outras.
E ficou a minha pegada naquelas areias,o voar do meu cabelo naquele vento.
Há um pouco de mim aqui.Não tudo,pois o todo se desfaz em minúsculas partículas.
E o que é de mim não é meu. É da vida...do agora que depois se transforma em momento e resíduo.É daquela pessoa que me viu passando,assoviando uma cançãozinha qualquer.
E esse papel de chocolate em cima da mesa já bancou influência.
A música que está tocando.
O telefone que acabou de tocar.
Os meus dedos.
Esse momento....que agora já passou.Mas está lá registrado. E também já passou.
E passou esse também...
e mais esse
e esse
ali
aqui
olha só.
Ficando...está ficando em você. Estou ficando em você,na sua íris,nas sinapses.
Quem sabe se já não ficou uma gota do seu suor em mim e uma lágrima minha em você?
E se eu passar sem ficar foi porque não aconteceu.Eu não estive.
Estou aqui agora.
Agora...
que já se foi.
Mas eu fico.



terça-feira, 6 de novembro de 2007

Desejo mais sensível

Eu quero todos os abraços do mundo
quero os sorrisos mais belos
no meu poder de visão.
E quero o vento no rosto
nem que o cabelo embarace
e quero sentir as mãos macias
e calejadas
o cheiro de mata,de água
quero a água mais limpa
e limpa
que limpa meu rosto e minha alma.
Eu quero só um abraço que valha por todos
pelo menos por enquanto,
enquanto eu não conquistar o mundo inteirinho.

sábado, 3 de novembro de 2007

Além


Um arco-íris no fim de tarde.
Beleza extema.



Créditos: Bree. Para uma menina de olhos azuis. Pela menina de olhos azuis. Cabelo bagunçado e meu coração que a tem.

Capaz?

Você é capaz de se lambusar de sorvete sem se importar com a sujeira que vai fazer na sua roupa?
Você é capaz de chupar o macarrão cheio de molho num restaurante chique só por que acha engraçado, e sem ligar para a opinião dos outros?
Você é capaz de receber uma sorvetada na testa e ao invés de brigar, rir istericamente?
Você é capaz de mostrar a bunda na rua?
Você é capaz de olhar pro seu lado, e ver que tem alguém ali e que você pode fazer alguma coisa por essa pessoa?
Você é capaz de chutar latinha na rua, achando que é uma bola?
Você é capaz de tomar banho de chuva, por vontade própria?
Você é capaz de rasgar dinheiro, pra sentir, nem que seja por um segundo, livre do capitalismo?
Você é capaz de cagar de porta aberta?
Você é capaz de comer uma folha de sei lá o que,só por desafio e diversão?
Você é capaz de se levantar, dentro do ônibus,e ceder o seu lugar para uma senhora, mesmo Você estando moido pela viagem?
Você é capaz de tirar meleca do nariz em qualquer lugar?
Você é capaz de conversar com uma girafa psicóloga, mesmo não a vendo?
Você é capaz de falar com as coisas que você tem?
Você é capaz de viver?
Você é capaz de largar tudo por um sonho,mesmo sem ter certeza de que vai conseguir?
Você é capaz de me propor um desafio interessante?
Você é capaz?
Capaz de olhar tudo de maneira diferente?
Desafie - se (me).

[ créditos: o Vento,pelo qual sinto um amor inexplicável,um carinho sublime e uma amizade eternamente grata ]

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Não sei,mas eu sinto uma coisa tão boa em mim.
E eu me fecho às vezes,um as vezes sempre,e me armo e aborreço e desperto.
A vida é. Cheia de perdas e ganhos,pessoas que vem e que vão.
Pensamentos diluídos.Passeios interessantes. O pôr do sol que é maravilhoso.
Libélulas,grilo,terra,grama.
A sombra dos pinheiros.
O som da estrada...
sim.
Isso é vida.
E os pormenores são complementos,aprendizagens.
Não deixam de ser vida.
Sofrimento sim...mas quem não sofre para crescer?
Quem disse que tudo ia ser as mil maravilhas?
Se for,ótimo. Paciência,caso não seja.
E é isso que torna tão especial esta experiência tão enigmática.
E sei também,ou não sei nada..mas deduzo e sinto que nada nos pertence.
Nem minha vida me pertence. Um sentimento ou pessoa então muito menos.
Isso é estranho.
Tudo é estranho.
A palavra estranho já me é estranha!
Caso eu não venha a ver isso. Saiba que eu também sinto uma estranheza em im.No momento é boa. E estou postando em equilíbrio. Não houve extremos hoje. E eu sou tão extrema mesmo,tão intensa.Ou é ou não é. O é E não é,seria um equilibro.
Aliás,o que interessa?
Vivi e ainda nem sei o que é isso.
mas..." se falo na natureza nao é porque eu saiba o que ela é,
mas porque a amo
e amo por isso
porque quem ama,não sabe o que ama
nem sabe porque ama,nem o que é amar
amar é a eterna inocência
e a única inocência não pensar" [Alberto Caeiro]



Disponha!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Aprofunda . . . afunda

Quero que conheça o meu lado
lado avesso
inverso,odioso
eu quero conhecer a mim
o eu cru
o eu quieto
profundo e quase desperto
qua-se desperto.
...uma fagulha;
um ninho de al-gu-ma coisa (al gu ma coisa)
Eu sou também o lado avesso
escuro troncoso
quem sabe: jubiloso
eu quero conhecer a mim
o eu que não sei
o eu que não conheço
ou que conheço demais
e que nada sei.
E sei quero mais
e mais e mais e mais
e ...
....mais
até que vá embora
e sacie.
Apenas.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Surreal agradecimento

Obrigada pelos momentos felizes.
Pela saudade sentida quando estava ausente.
Pela falta que faz e fazia .
Obrigada pelos sonhos que nunca acontecerão
pelos sonhos que acreditamos
pelos sonhos mais bonitos e ingênuos
pelos sonhos que sustentaram tudo
Obrigada pela realidade que destruiu um sonho
Obrigada por cuidar de mim
Obrigada pelos beijos e carinhos
Pelas ligações não atentidas
pelas mensagens curtas e compridas
Obrigada pelas palavras de uma carta
por um perfume inesquecível
por um sorriso que me alegra
Obrigada pela lágrima derramada quando parti
Obrigada pela lágrima salgada que senti
O sabor que guardei
do corpo do beijo do cheiro
Obrigada pelo silêncio na noite
e a respiração ofegante
a mão macia
a sombra do rosto
sem luz sem som
com medo e atenção
Obrigada por me ensinar
pelas músicas que ouvi
e me lembravam você
Obrigada por ter pensado em mim
e um dia me encontrado
assim como eu te encontrei
Obrigada por me fazer sentir tão bem
ao seu lado
na sua ausência
ao ouvir sua voz e sua risadinha
forçada e espontânea
Obrigada pela sinceridade
sem vergonhisse
amizade mútua e além
pela sua alma extrema e grande e única.




segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Consolo na praia

Vamos,não chores...
A infância está perdida
A mocidade está perdida
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa,navio,terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa,te golpearam.
Nunca,nunca cicatrizam.
Mas,e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado,devias
precipitar-te,de vez,nas águas.
Estás nu na areia,no vento...
Dorme,meu filho


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Texto pra ninguém ler.

Não gosto muito de estar confusa.Eu geralmente sou confusa. E nem me entendo em muitas horas.Nem as palavras,que saem superficialmente de mim ou de outra pessoa. Tudo é tão distante,confuso e superficial.
Nao quero a minha mãe.Não quero ninguém. Não posso ser criança. Nem posso ser adulta.
E eu odeio ter que ter planos e tentar ser alguem perfeito e bonzinho de acordo com conceitos que eu mesma criei. Ninguém,simplesmente ninguém vai notar isso. E daí? Só notam coisas más.
Eu sinto a falta de alguma coisa.
Alguma coisa que eu sei que não vou poder ter. Não que eu saiba de tudo,mas eu posso sentir. Eu sinto que não me sinto bem e me faz mal e que eu me faço mal. Já nem posso culpar a sociedade mesmo.
Não culpo ninguém,só a mim mesma.
Mas as pessoas geralmente me fazem mal!!!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Sem título

Sinceramente...eu abracei uma árvore hoje.E senti a natureza.E corri e dancei entre os pinheiros.E vi um homem passando de bicicleta e um outro com um carrinho de mão.Também vi árvores cortadas,algo que não me agradou muito. E mesmo o sol,que me queima e me esquenta,fez com que me deixasse ainda mais feliz.Geralmente eu não gosto muito do sol e do calor;mas percebi que ambos são necessários e que realmente eu não preciso gostar deles,porque eu gosto deles nos seus dias de alegria. Acho que tudo é como é.Eu duvido de muita coisa ainda,tenho medo do mundo,das pessoas;tenho medo de perdê-las e tenho medo delas,pois eu nunca sei seu espírito de humor e sentimentos. Mas não tenho medo de uma árvore,pois eu sei que ela não pode me fazer mal.Em geral,eu faço mal a mim mesma.

domingo, 30 de setembro de 2007

Relações irônicas e realistas.

-Me dá um abraço?
-Eu to com frio..vou tomar banho.
(fecha a porta na cara)

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- Ai,como você é nojento.
(olhar de desprezo)

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-Que saudadeee!
- É...eu também (abraça rápido)Oooo...então,você viu aquilo pra mim?..(falando com outra pessoa).

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-Não sei porque,mas eu não gosto daquela menina.Ela é tão antipática.
-Hm..não tenho nada contra ela.
-Muito arrogante.
(minutos depois vê-se a pessoa conversando com menina,sorridente,abraçando com toda intimidade)

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- ...e foi assim a história. Fiquei muito triste,chorei tanto ontem.Queria te ligar mass...Você não acha mesmo que foi muita sacanagem?
- ...o que?

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-Te amooooo!
-Eu também te amooo amiga!

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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Pensar em política e sociedade decadente;pensar em miséria e AIDS;pensar em violência e subornos...já se tornou muito chato.
Acho que se deve parar de pensar e fazer alguma coisa.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Pernas pra que te quero

O que é felicidade? O que são momentos eternos de pura felicidade?
Ninguém sabe. Apenas sentimos. Ninguém sabe ao certo,racionalmente como isso se explica,pois são intensos que vêm numa velocidade enorme e toma conta e... impossível definir. Posso passar talvez 20% do que seja,mas a minha intensidade de orgasmo de alegria pode ser diferente de qualquer outra,embora tenha sido um orgasmo coletivo,no sentido de felicidade mesmo,e não no sentudo sexual da palavra. Usei-a apenas para expressar-me,já que não teria outra ao alcance de ORGASMO de felicidade.
Uma coisa,porém,eu digo: Pernas pra que te quero.Olhos e sentidos e uma noite.
Sinto-me incomodada de pensar que alguém não pode correr e sentir o vento batendo no rosto por não ter pernas.Felizes aquelas que a possuem...!
A felicidade está você,ai ó,na mente. Mente que controla tudo. Tudo mesmo. Depende de você,exclusivamente de você a felicidade.
Corra,cante,dance,brinque e deite para olhar estrelas.Pode parecer meio clichê,mas isso realmente (comprovado pessoalmente) é muito ....inesplicável. E nada,nada mesmo pode tirar isso de você:de imaginar,de poder ser livre e correr.São nessas horas que descobrimos que não somos inúteis e tristes,pois nem mesmo um momento triste ocorrido pode abalar a intensidade de alegria. É nessas horas que não precisamos pensar em aborrecimentos e contas de matemática e violência e corrupção e amores não correspondidos e zilhões de coisas que ficam martelando lá no fundo,na consciência.É nessas horas que o ser humano é humano e pode sentir-se uma pessoa,que é capaz de tudo.Porque eu sei que o ser humano é capaz de qualquer coisa.
Correr é correr mesmo;de suar e ficar com a respiração ofegante,e tirar a blusa e jogar em qualquer canto e correr e correr e cantar pulando sílabas...
Na verdade fazia tempo que eu não corria. Quando se tem tanta coisa pra fazer não tem tempo pra nada.O tempo é tão corrido que nem correr se pode mais.
O fato é que a alegria é incontável.Não sei porque procuramos ela distante sendo que ela em nós mesmos.
E os meus textos são sempre escritos ou quando eu estou muito feliz ou muito encabulada.
Aliás,nem textos são..mas são alguma coisa.
Já não basta minhas dissertações na escola,cheia de regras e língua culta.
FELIZ...FELIZ...FELIZ!

DE TUDO AO MEU AMOR SEREI ATENTOO...

domingo, 12 de agosto de 2007

Que lembra...

Palavras lembram-me caneta que me lembra papel que lembra sulfite que lembra desenho que lembra sol que lembra raios de luz que lembram Rayban que lembra foto que lembra preto e branco que lembra antigo que lembra retrato de parede que lembra assustador que passa pro avião da TAM que lembra caos aéreo que lembra neblina que lembra dia chuvoso que lembra casa que lembra pijama que lembra TV que lembra pipoca que lembra chocolate que lembra espinhas que lembram creme que lembra pernas que lembram vestido que lembra vermelho que lembra festa que lembra confete que lembra carnaval que lembra lança-perfume que lembra marchinhas que lembram exército que lembra guerra que lembra Hitler que lembra ditador que lembra Médici que lembra protestos que lembram morte que lembra angústia que lembra escrever que lembra palavras...

sábado, 30 de junho de 2007

Uma ave talvez

Ser pessoa enjoa. Adolescentes,adultos,ignorantes,colegas,meninas,professores,inteligentes e qualquer outro tipo,origem,estilo,etnia,religião,sexo,opinião...
Podemos ser o que quisermos,mas não adianta só querer,tem que agir. E assim ficam impregnados meus neurônios de planos e planos para o futuro,de enjoos,decisões,indecisões,confusões...mas fazer algo : NADA.
Simplesmente (e infelizmente) não movemos sequer um palitinho de dente para mudar alguma coisa.Independente do que seja,de quem e quando.Penso e penso e escrevo sobre o que pode ser feito mas fica ali,no papel manchado de tinta,molhado e amassado,depois é guardado.Isso quando nem no papel é escrito.Aqui por exemplo é escrito muitas coisas e cabe a mim não deixar só palavras e idéias,mas impulsos para que se mude algo,seja em uma pessoa,duas,em situações e quem sabe o mundo ( chutando beeeeem,mas beem alto e sonhando mais alto ainda).
Se tudo o que se pensa para mudar algo fosse corretamente realizado,hoje eu estaria feliz com o fato de que meus filhos (se um dia eu chegue a ter algum)não fossem morrer por falta de água e /ou queimados.Mas sei que isso é uma incerteza. É cruel saber que vivemos dependendo uns dos outros,e eu odeio depender de pessoas.Pessoas são pessoas e isso se resume.Não são perfeitas,não são boas a maioria do tempo,nem sinceras e outras qualidades inexistentes,(exceto algumas).E arrepio-me ainda mais de saber que dependo indiretamente de pessoas que não conheço,que minha vida e saúde até estão em risco por causa de pessoas irresponsáveis e gananciosas.Não só eu,mas posso ter certeza de quem alguém,não sendo pessoa,irracional talvez,também esteja nada contente.
Perceba que tudo está relacionado. Estou ligada a alguém por alguma coisa e,mesmo eu não querendo e fazendo de tudo para não depender, o meu natural já é acionado.Sim? Eu não querendo depender de alguém,sempre terei pois uma vez que eu queira comer um pão,terei de ir até a padaria comprar,e esse pão foi feito por uma pessoa ( não perfeita,não boa a maioria do tempo...), e o leite tirado de uma vaca por uma pessoa e o forno produzido e o trigo plantado e... Chega!
Pessoas - preguiçosas - papel - sem ações - dependência - incerteza - enjoo - pessoas ...
Cansa sofrer,cansa pensar,falar,comer e dormir e indecisões e o mundo.
Cansa...cansa ser humano.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

"Dá licença,está atrapalhando"

Aquele rapaz que sentava na minha frente era realmente um chato.Censurou-me nas minhas expressões psicológicas gestuais que iam de acordo com a música do piano e da flauta.Sem falas,sem pronúncias labiais,linguais,dentais...apenas as mãozinhas de maestro e ele se vira para trás e diz: "Dá licença,está atrapalhando". Paralisa. Olha-se para os que se sentam ao meu lado.Na hora eu ri,mas minha vontade foi de pegar um cone e berrar no ouvido dele.É claro que não podia,senão todos ali iam dizer " Dá licença,está atrapalhando" e então eu iria para fora,com o cone,com a raiva e ainda sem ouvir piano e flauta.
Geralmente vamos assistir a um concerto para apreciar a música,um Mozart,Schubert e seja lá quem for,independente do ritmo sempre há manifestações,sejam elas psicológicas,silenciosas,corporais ou até mesmo mais escandalosas.A minha no caso era corporal.A do rapaz chato da frente devia ser algo bem interior.Descobri ao final que ele era músico e músicos tem essa mania de querer ouvir nota por nota do que está sendo tocado,estudar a partitura pelos ouvidos,mas eu não,eu faço curso de preparação de atores no mesmo conservatório que ele e tenho o direito de observar e manifestar-me com a música.Do mesmo jeito que eu me divertia com a música ele se divertia (ou não) tentando decifrar se era um Dó maior ou um Fá sustenido maior ao dobro do quadrado...aaaa.Eu não me virei pra ele e disse: "Dá licença,você está me atrapalhando ficando quieto ai e tentando dar uma de músico aplicado decifrando as notas,com essa sua cara de desprezo para com a minha pessoa."
Isso só foi escrito porque estou tentando defender meus direitos e dizer que no momento eu estava quieta,sem abrir a boca...vai ver ele viu que o dobrar da minha perna produzia um Ré menor altamente incomodo.Então eu pedi desculpas,até confesso que exagerei um pouco.Sempre me empolgo com esses fatos e parece que quanto mais é repreendida,mais dá vontade de fazer.E foi o que fiz,não parei.Apenas diminui a intensidade.Então eles começaram a tocar uma música que usei em um trabalho de classe,em uma cena..e lá estava eu relembrando a cena e no final do movimento,no ápice da música eu sinto alguém me cutucando no ombro.Vire-me e era um menino fazendo alguns gestos pra mim;eu não entendi no começo pois ele fazia umas caretas juntos,e então ocorreu-me que ele queria dizer para me comportar,ficar quieta no meu lugar,intacta,pois os meus movimentos o atrapalhavam.Que diacho! Dois me censurando em menos de duas horas por meras manifestações.
Onde está nosso direito de poder assistir um concerto e viajar nas melodias? Pude até presenciar um baile de máscaras,com moças belas e vestidos longos... e "..está atrapalhando". Uaun uaun uaun!
Essas pessoas de hoje em dia. São tão variadas. Um na frente decifrando notas,um menino atrás que me parecia mudo ou com problemas na voz,um do meu lado rindo,uma senhora no outro canto fechava os olhos e abaixava a cabeça,não sabíamos se ela dormia ou apreciava a música,e eu lá imaginando máscaras e o gestos variados,o senhor da flauta tocando e a mulher que tocava o piano tinha um cabelo muito espalhafatoso. O resto da platéia não pude ver. Lembro-me de um menininho que sentava alguns bancos na minha frente.Ele era uma graça,tinha cabelos loiros cacheados os balançava tão alegremente no ritmo da música que era impossível não gostar dele.
De alguma forma eu aprendi alguma coisa. Estamos em fase de aprendizagem até o último segundo de nossas vidas e não vai ser um rapaz chato na minha frente que vai fazer com que eu desaprenda. Muito pelo contrário,aprendi com ele. Sim,que às vezes eu devo me controlar em minhas manifestações,aprendi que músicos são mais guardados do que atores,aprendi que não devemos fazer cara de desprezo para as pessoas,pois o mínimo que seja já magoa,embora essa cara de desprezo renda um texto em um bloguezinho empoeirado de quinta categoria.Aprendi que aquilo que nos incomoda ocupa pelo menos setenta por cento de nossos pensamentos. Aprendi que ele estava certo em me dizer que estava atrapalhando,se ele não falasse se sentiria mal talvez.E aprendi (finalmente) que com apenas um "Dá licença,você está atrapalhando" podemos aprender muitas coisas.
E da mesma maneira que o rapaz chato se incomodou comigo,eu me incomodei com ele.Peço perdão novamente,embora ele nunca lerá esse texto.
Depois saímos,fomos à uma lanchonete e me passei a chamar Jurema.O músico chato aposto que foi transcrever todas as notas em alguma partitura.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Um mimo

Madrigal tão engraçadinho

Teresa,você é a coisa mais linda que eu vi até hoje na minha vida
[inclusive o porquinho-da-india que me deram quando eu tinha seis anos]

Manuel Bandeira

quinta-feira, 21 de junho de 2007

A redação: Depende da Análise

Cássia Roberta A. Oliveira n°15
3° EM
Leia os textos da página 292 da sua apostila e redija um texto dissertativo de acordo com a proposta dada.

Depende da Análise
O progresso só é possível através do defeito,do erro e do desejo de aprimorar e modificar algo.
A concepção de bom só é possível pela concepção de mau,assim como para saber o que é felicidade é necessário ser/estar triste.
Há um equilíbrio entre o bem e o mal.O que é totalmente bom,porém não é muito viável.
Os iluministas eram iluministas pela concepção que tinham do Absolutismo;julgando ser um erro,ser algo de mau já que o absoluto,por ser absoluto,não tem variações,impedindo um progresso social,cultural e político.Por outro lado o Absolutismo foi um impulso para os filósofos iluministas poderem pensar à respeito.Dependendo do ponto de vista,o Absolutismo pode ser viável ou não.
É relativo.Amor e ódio são variações contrárias tão próximas que não se pode distingüi-los.Bem e mal andam juntos assim como podem andar tão separados como dois lados de uma ponte.O que faz o defeito ser bom são os olhos e pensamentos das pessoas,que progridem ou regridem através da análise.
O que leva alguém postar a redação que fez na escola? O tema. Não coloquei os textos que foram lidos para redigir o texto,pois eram três,e dois eram longos.Teve um que eu gostei mais,que se chama O defeito,de Rubem Alves.Algumas frases do texto dele:
."É o defeito que faz a gente pensar"
."O que não é problemático não é pensado"
."Você não sabe que tem fígado até o momento que ele funciona mal"
...e assim vai,senão colocarei o texto inteiro.O texto defende a importância do erro,do defeito.Assim como outro defende a crise para se chegar ao conhecimento,ao acerto,à ciência e à verdade.
Parando para pensar,é a mais pura verdade.Só nos damos conta de algo,quando isso se torna incômodo.É um processo simples.Não é questão de parar e refletir.Simplesmente acontece.Eu não paro e penso que calço sapatos,nem lembro do meu fígado (ah não ser quando está ruim,é claro) quando estou tomando banho por exemplo. Só é automático,impulso... e então quando nos incomodamos fazemos algo para melhorar,progredir,mudar,por exemplo a Revolução Francesa. Mas isso não vem ao caso. Essas coisinhas insignificantes são tão engenhosas e inteligentes.
É uma pena por minha redação ser tão "chinfrim". Foi terrível,eu não tinha idéia do que escrever,tinha pouco tempo,as pessoas na sala rabiscavam e o barulho do lápis do papel me incomodava,a professora não calava a boca mas no final saiu alguma coisa....um "angu"...mas saiu.
O propósito de postar minha redação aqui não é para dar uma nota(que eu sei que tirarei uma baixa) nem contar os errinhos gramaticais,mas o fato de o tema ser bem legal e minha falta de tempo e disposição para redigir um texto melhor sobre alguma coisa mais interessante e medíocre.Sem mais.

sábado, 16 de junho de 2007

Observação

Eis que estava eu observando o imenso pasto.Uma natureza extremamente bela e magnífica,um silêncio com ruídos de pássaros,alguns carros lá longe passando,uma moto,alguém martelando alguma coisa,o som das folhas na rua sendo arrastadas pelo vento...enfim,uma paz.
Três bois do lado direito do pasto imenso.Dois bois do lado esquerdo do pasto imenso.Sim,o pasto é divido por uma fenda,por isso posso dizer dos bois de tal lado. Também, há uma árvore,do lado direito,que não projeta muita sombra,é um pouco mirrada,mas está lá.
O que mais me admira nessa paisagem é quando as sombras das nuvens são projetadas no imenso pasto,mas naquele dia,o céu estava limpo e o pasto iluminado por inteiro.
A presença do ser humano é,felizmente,quase nula.Há algumas casas apenas,é uma rua sem saída,há duas chácaras no final da rua,mas ninguém mora ali,e depois da rua é apenas mato,terra,árvores.Então a visão do pasto imenso se dá pela rua sem saída.Não sei o que há depois do pasto,só o horizonte,mas acho que,por dedução,há casas.
A descrição do lugar é tanta(mas não o suficiente para lhe dizer o quanto é gratificante) justamente para entender que minhas idas para lá é de total felicidade.De total fuga da cidade e das pessoas.
Embora eu tenha dito que a presença do ser humano é quase nula,a presença de alguns foi marcada.Contando dos que passaram por mim,foram poucos,porém houve o que entraram em suas casas,os que saiam com os carros,uma mulher com uma sacola batendo palma em uma.
Eis aqui a presença de tais que passaram por mim:

- um pra você,moça!
Um dos dois meninos,que entregavam panfletos da Casas Bahia,entregando um pra mim. Depois seguiram reto,e subiram numa trilha de terra para a rua de cima.
Sabei-me lá eu como dois meninos propaganda foram parar na rua sem saída,que eu já julgo um lugar tão meu,quanto uma criança diz que um brinquedo é de sua propriedade.Essa foi a primeira cena.

- Cadê os cavalo,cara?Os cavalo!
- Não sei!
- Óia só,os cavalo sumiram memo cara! Ói...as vaca!
Três meninos passavam por ali,vestidos com algum uniforme,enquanto um (o mais falante)comentava sobre os cavalos(que não estavam) no pasto imenso.Eles levavam algumas sacolas,então deduzi que pediam prendas ou alimento ou qualquer outra coisa nas casas,pois eu ainda os encontrei em um outro momento,não mais na rua sem saída em frente ao imenso pasto.

-Vem Branca,vem pra cá!Braaanca - advertindo! Venha!Vai levar um chutão no meio da fuça já.
Uma mulher rechonchuda lavando a calçada da casa,chamando a cachorra poodle que explicitamente se chama Branca.A cachorra ficava latindo pra mim enquanto eu passava calmamente e sem pressa pela calçada.E a rechonchuda lavando a calçada,com esse monte de água que temos.

Eu não pude deixar de lembrar disso,nem sei porque postei as passagens das pessoas.Talvez seja interessante.Hoje em dia nem prestamos atenção nas pessoas,nos atos e muito menos em nossas próprias pessoas.Não senhores,eu disse atenção no sentido de observação.No sentido de podermos extrair algo de bom de alguém,seja lá para o que seja,mas não para reparar se o sapato é feio e sair falando mal.Como eu disse em algum outro texto que é natural do ser humano ver só o que é ruim.
Concordo que pessoas são tão complexas quanto entender Matemática.Por um lado é muito chato e odioso e cruel e,tentar entendê-las é muito difícil,mas quando se consegue é um ganho imenso.E observá-las para se tentar imaginar o que passa por dentro,quantos anos ela tem,o que ela faz da vida,pra quê ela está ali,pode ser divertido e lucrativo.
Talvez o que falte mesmo é entendimento. Seja do outro,de mim,da folha,do pasto imenso,da mulher rechonchuda chamando a cachorra.Se eu não entendo eu mesma,o que será do amigo que eu acho um pé no saco?

quinta-feira, 14 de junho de 2007

O vermelho e o azul

Tecnologia é a palavra chave do século XXI. Revolução tecnólogica,computadores de última geração,"ayppódys" (pra deixar mais chiqui com o y),celulares com câmera impressora filmadora fax e entrada para DVD,carros com tudo que se tem direito e o mundo retrocedendo.
Retrocesso de um progesso.Ou seria progresso de um retrocesso? Ou os dois? Ou nenhum?
A máquina um dia dominará o homem.Enquanto o homem acha que manda em tudo,na natureza,no próprio homem,no feijão que come,a natureza dá a volta por cima e a máquina só espera para dar o bote...ou morrer junto também.
E homens adoram lançar. Lançam produtos cada vez mais avançados,lançam a última moda,lançam gases para a atmosfera,lançam pobres na sociedade,lançam o serrote na madeira,laçam o próprio pescoço. Essas revoluções que eu não entendo!São boas,mas são ruins.São produtivas,mas são destruidoras.São o ápice da inteligência e ignorância humana.
E é tudo tão lindo,é lindo sim! Lindo ter um celular com mil e uma utilidades,é lindo ter o carro do ano (que no outro ano já se torna arcaico),é lindo andar na moda,mesmo que o dinheiro não dê para comprar,mas sempre arranja-se um jeito. É um amor imenso pela tecnologia.
Pensando bem,progresso e retrocesso andam juntos,paralelamente. Enquanto o progresso acontece para uns,o retrocesso acontece para outros,bem outros,muito mais OUTROS.É como se fosse uma corrida: o carro vermelho do progresso versus carro azul do retrocesso,e no final o azul dominasse a pista por inteiro...e deixo aqui as apostas.
-Vamo vamo,quem ganha essa corrida? Vermeio na frente...sai em disparada. Façam as suas apostas. Oopaaa...tem um caboclo aqui que já posto 5 real no azul. - diz o homem das apostas - coitado,vai perde cincão.
- Eu aposto deilão no vermeio.
- Eu aposto no que eu quisé,o azul vai ganhá no final.Pode demora,mai vai.

E o homem laçando o próprio pescoço,começando pelos braços e pernas,vai indo sem saída. A natureza já deu o primeiro passo,está tão furiosa que está soltando fogo pelas ventosas,mandando raios de ferocidade nos homens,que logo logo viram churrasquinho conservado no gelo.Pois tudo o que começa um dia termina.É a vida,temos que renovar.E a natureza não ia fazer diferente.Ela,querendo competir com o homem,lança chuva,lança sol,aliás muito sol,lança frio e calor e calor e calor.Ela também gosta de revoluções.E só não laça o próprio pescoço,porque isso já fazem pra ela.

terça-feira, 12 de junho de 2007

É culpa sua...

Criticar,falar mal,escrachar,julgar...e o diabo a quatro. Incrível essa mania horrorosa do ser humano,desses seres cada vez mais inferiores,que a-do-ram uma desavença fraternal,maternal,social e afins.Querido leitor,pode ser exagero sobre o "seres cada vez mais inferiores",mas quem nao exagera hoje em dia? Começando pelo Falar Mal.Eu mesma,indignada, de alguma maneira acabo por falar mal,que no caso sobre os seres cada vez mais inferiores.Que contradição. É natural do ser humano,eu sei.Portanto um natural muitas vezes forçado,natural orgulhoso e ridículo.
É...é sim.Pare e perceba,que você pode fazer quantas coisas boas forem na sua vida,até mais coisas boas do que ruins,mas sempre...SEMPRE vão te julgar por aquilo que você fez de pior.Uhum,por incrível que pareça,sempre irão lembrar de você pelo seu erro.Um exemplo(clássicos nas salas de aula de Teatro): em uma peça,você pode mandar bem a peça toda,fez tudo exato como manda o texto,o diretor,figurino em ordem,interpretação jóia,mas se no último segundo,SEGUNDO,da peça você errar,PRONTO..já era toda a sua peça,toda a sua interpretação,e a platéia vai lembrar justamente daquilo,"ah sei,foi aquela atriz que caiu no palco no fim da peça?"Muito injusto.Sim,muuuito injusto.E trasportando isso para nossa convivência quotidiana,é a mesma coisa.
Você ajudou a velhinha a atravessar a rua,não roubou o doce daquela criança chata do seu colégio e comeu verduras e legumes como seus pais pediram,mas se você foi mal na prova ou se por algum motivo muito profundo fala para a sua amiga que ela hoje já deu no saco,esqueça querido,vão te lembrar por isso.
É é assim que presencio quase todos os dias cenas desarmoniosas dessa laia.São pessoas falando mal de outras,que uma tem nariz grande,que outro namora uma menina feia,que você foi mal na prova e até que a prima da vizinha do amigo tem quinze anos e está grávida.
Ó mosquitinhos de carniça,porque não falar bem das pessoas? Porque não ver o lado bom da vida? Eu creio que se pudéssemos ser menos egoístas,infames e medíocres nossa convivência poderia sim melhorar.Sim sim,ainda creio na bondade do ser humano,na bondade encravada em algum lugar ai nesse seu coraçãozinho que bombeia sangue arterial e venoso. Sangue de cobra.
Eu sei que é mais fácil criticar...e daí? As coisas mais legais,são as mais difíceis.É uma questão de parar e refletir.
Hunf,quem hoje em dia pára e reflete? Ai,que tolice a minha. Talvez realmente esse texto seja o mais medíocre. Não achou? Sabia. É natural do ser humano.

domingo, 10 de junho de 2007

E no domingo...

.....
......... Hmmm
...., mmmm!
!!!!!
....
[...]
-- - - - - - -
!!!!!
''''
...............
ZzZzz
.
Acho que vou....
olhar o céu.

sábado, 9 de junho de 2007

Independente do dente

Lá estava eu no ônibus,preocupadérrima com a minha vida,com meus idolatrados Nós,fazendo dos meus pensamentos um in-fer-no e bla bla bla... Quando me dou por real,voltando ao mundo medíocre,percebo que o mundo realmente é muito cruel.Não,cruel não seria a palavra exata(talvez no momento dos Nós sim) mas.. ou seria minha consciência,meu psicológico que estaria a 200 km/h ? Sim.é bem provável.E é nesse ponto que eu fiquei matutando depois da meia noite,depois do resfriamento cerebral,depois da desaceleração.Caros mosquitinhos,os pensamentos têm vida própria.Enquanto eles agem lá dentro,o mundo lá fora está andando.Percebe? Independente do meu Nó na garganta,no pâncreas,no intestino grosso,o mundo acontecia,o ônibus andava,o moço da banca arrumava as revistas,os vegetais respirando,o cachorro passando...Independente do dente,o sinal sempre vai marcar vermelho,verde ou amarelo. Tsc tsc tsc.Quanta imaginação.Quantas tempestades em copos de água,enquanto a mulher do banco do lado apenas olhava pra fora.O que será que passava na cabeça daquela mulher,enquanto na minha,as sinapses disputavam corrida?
Querido companheiro de poeira,eu nunca vou entender o que se passa fora de nossas mentes (e também dentro).Tá,um pouco eu entendo,concordo.E ninguém mesmo entenderá,nem mesmo Freud,aposto,não sabia exatamente sobre um psicológico,muito menos da mulher do banco do lado.Enquanto pra mim o mundo não passava de imaginação,e a imaginação se tornou real,talvez para ela o mundo podia ser tão bonito quanto uma joaninha preta com bolinhas vermelhas.Mas ainda há muitas mulheres e crianças e homens e idosos e travestis que sentarão no banco ao lado no mesmo ônibus que eu.E vários mundos bonitos quanto uma joaninha,feios quanto uma unha encravada,patéticos irão existir.Não sei. Para mim o mundo pode ser tão bonito quanto feio,mas o mundo é.Ele é por si só.Com variações psicológicas.Com belezas variantes.É.Ele acaba num dia,volta no outro,chato hoje e amanhã mais cruel do que nunca...e eu olhando através do vidro com minhas sinapses amigas enquanto o moço da banca arruma as revistas.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Vai e vem

Está e vai
Vai e vem
vem e fica
fica e espera
espera e volta
volta ou não volta
e fica
pra sempre
onde nunca foi
mas irá
quando um dia voltar
e ficar
onde está e vai e vem e fica e está
pra sempre
pra sempre
o meu pensamento

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Segundo Ato de uma carta

Segundo Ato.Do que? É pura imaginação. É ridículo,mas é satisfatório.
Eu acho que se todos tivessem um segundo ato de uma carta,poderíamos conviver melhor.Ou não.Poderia atrapalhar,execrar,desfazer,e tudo o que se imagina.Talvez melhore,talvez não. Uma expressão natural seria bom,mas por dentro é um furacão de coisas,de símbolos,emoções e um nó na garganta.
Segundos atos de cartas têm seus prós e contras.Não há dinheiro que pague o que você sente,não há nada no mundo também que faça mudar de idéia. Se for mudar,então nem comece o primeiro ato.Que depois de encenado,sua vida não pode ser a mesma,assim como ela não é a mesma de uma hora atrás,quando você leu um trecho de Machado de Assis,nem quando se olhou no espelho,e muito menos quando o Segundo Ato está para começar.
Senhoras e senhores...bem-vindo ao fantástico e inútil blog,ao Segundo ato de uma carta,aos pensamentos ridículos e infames de uma préquaseaspirante à escritorazinha de butique e blog empoeirado.
Sentem-se e acomodem suas bundas em cadeiras almofadadas,e se preparem (para jogar tomates) no que está apenas começando(ou terminando).
Estar alegre,de nervosa talvez.De medo,angústia,arrependimento.Fiz certo?Fiz errado? Não sei,mas eu FIZ. E é isso o que minha consciência está marcando agora.Sim,ela marca pontos,desmarca,calcula,inibe,ejacula.
Saí,logo depois que entreguei a carta,com um sorriso de canto,um nó no estômago,na garganta,no pâncreas e onde quer seja,eu tive um jato de alegria e decepção.Sim,eu consegui entregar,com as mãos tremendo,os olhos cabisbaixos e o nó.Ai nó,que tanto me vem quando menos espero.Nó que com certeza estará comigo logo no começo do segundo ato,na entrada com o pé direto na sala.Se eu pudesse fazer uma homenagem,seria ao Nó que esteve comigo durante esses dias de uma composição de uma carta,e também aos calafrios e bochechas rosadas ao andar em direção de.Sai nó.Fica nó.Volta nó.E minha expressão insignificante pra qualquer outra pessoa,mas para a carta... Coitada,mal sabia o que a esperava.Agora já nem sei se foi amassada,molhada,cuspida ou rasgada,dentro de um lixo desconhecido.Mas foi lida. Uhum. Por isso que eu digo e repito que "se todos tivessem um segundo ato de uma carta,conviveríamos melhor". Mas não se esqueçam caros leitores desocupados,que a vida muda logo depois que se escreve um K em uma carta,e depois de um espirro.Então,porque não mudar de um jeito diferente?
Cruel,mas com total (des)controle de uma consciência.Carpe Diem. Ah não ser esperar o amanhã para a reação,então é meio desfavorecido.
Cartas,cartas,cartas....o que seriam de mim,sem elas? Eu...sem elas. Eu comigo,eu no blog,eu na vitrine,eu no escuro,no claro,eu sem cartas.
De qualquer maneira,me perdoem pela imprudência,me perdoa pela confusão.
Eu me perdoo por nem saber mais nada,muito menos o que é segundo ato de uma carta.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Eu que o diga

Gata. É hoje...terça-feira,dia 5 de junho de 2007. Um dia não muito esperado,na verdade seria amanhãããa..maaass..minha vida é uma peça de Teatro.
Desculpem,mas eu não posso falar o que é.Ha...Hoje é primeira parte..CENA 1
Bahhh! Estou ainda no camarin,me preparando.
\o/
Mass..ontem a apresentação foi ...é..foi. Não muito boa..mas não foi ruim.Atingi meu personagem,eu senti.. \o/ (feliz).Pessoas,é extremamente dificil interpretar,de acordo com o texto e com o que o autor quer.Ainda mais quando é Nelson Rodrigues,é tudo muito complexo.É cheio de rubricas e estas ainda são dificeis,há rubricas que parecem um texto.Sem contar que ele escreve picoteando as falas,com ponto final,do tipo: " Arandir,escuta.Selminha me disse.Ouve meu bem.Selminha disse que. " Isso não é nada.Mas se formos parar para pensar nós falamos assim,porém é insconciente.Quando é no texto,lendo e decifrando tudo,torna-se muito dificil.Mas eu achei que a personagem estava inteira,eu estudei até o texto,as características dela,para poder deixa-la inteira (ou quase inteira).Pois,comparando com a miha apresentação do trabalho passado,em que eu encenei uma empregada do texto O Banho,de Reinaldo Maia,a Dália do Beijo no Asfalto deu de 10 a 1.
É seres de outro mundo,Teatro é bem complexo,um mundo que ninguém imagina.Pois estão muito enganados que é só decorar falas e cuspi-las depois. Tsc tsc tsc...nessa vida há muito o que aprender(eu que o diga).

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Iniciando...

Bolhas de canudo.Não gostei muito do nome,mas me passa uma idéia de infância,livre leve e solta.Agora somos tão presos a tantas coisas...porém,não vem ao caso.
Está ressuscitando a moda de blogs,não que eu siga a moda,apenas me interessei por esse meio de comunicação.É mais fácil,devido a meu grande (des)interesse pela internet e passar um determinado bocado de tempo dos meus dias em função dela,batendo meus dedos numa máquina,o invés de fazer algo mais saudável,produtivo e cultural.
Tenho um blogger,tenho coisas a escrever nele,não muito interessantes talvez,mas de uma importância pra mim.
Tic tac,tic tac...
Tenho um trabalho de classe hoje a ser apresentado.Embora eu esteja confiante,a possibilidade de eu gaguejar na hora é bastante grande,mas eu sei que issonão vai acontecer.
Nelson Rodrigues - Beijo no Asfalto. É a peça que temos que apresentar hoje.Não é a pessoa inteira,mas sim fragmentos dela.Meu personagem é a Dália.Não vou exlicar quem é ela,mas é linda... ha.
Meu dias se resumem em casa-escola-Teatro .É bom sim,claro que é.Me sinto honrada de poder fazer mais coisas a não ser a escola,que já est[a me deixando de saco cheio.