sexta-feira, 18 de julho de 2008

do Lat.amicu

Aos meus amigos,com angústia,alegria e saudade...




"Agora está tão longe,vê a linha do horizonte me distrai.Dos nossos planos é que tenho mais saudade,quando olhávamos juntos na mesma direção,aonde está você agora além de aqui dentro de mim?"



Já não aguento mais.A saudade,a vida,crescer...não aguento.Não.Não é possível.

Ah,meus queridos,quanta falta vocês me fazem. Meu coração dóóói.Dói tanto.


No fundo da alma e espírito,sinto que as nossas essências entreligam-se numa perfeição inexata de tempo e circunstância.

Meus amigos... outros eus em outros corpos. Fundimo-nos em pensamentos e lembranças.

Nada é mais o mesmo,mas somos os mesmos de pura amizade. As risadas,as cócegas,as músicas e dedilhadas,as bebidas...e os factos inesperados que fazem tudo dar certo,porque no final sempre dá certo. E o final? E nós? Que ficamos distantes e pensamos em envelhecermos juntos?

Já decidi...vou ter uma casinha no campo e levar todos os meus amigos. E então cantaremos e aprenderemos que sempre necessitamos do outro. Sempre.

Abracem-me. Todos. Todos.

Breve poema:

Um poema de amigo

é o amigo por si só

Amigo não é anjo

nem é irmão

Amigo é amigo

Anjo é anjo

e irmãos são chatos

Amigo é carne e alma

em outro corpo fundido

essencialmente no seu.



Que faço eu esperando a vida passar?
Espero pelo tempo que não chega
como se tudo caminhasse para o nada
e no meio do caminho descobrir que o que ja se andou foi pura ilusão.
I-lu-são.
Obrigada. Não espero.Eu tento convercer-me que tudo caminhan os conformes.


Preciso encontrar-me em mais pessoas.
Saturei-me de mim mesma ou perdi-me no nó da corda.
Encontro-me sim,dia-a-dia.


Aos meus amigos que não me deixam, mesmo eu crescendo numa oca.
Pedaço de mim em cada um.Resíduo - Chico mais Drummond.


Hoje eu me dei conta que preciso dos meus amigos,assim como preciso de mim.




Nenhum comentário: